Edição genética

Veio para ficar

 

      «Quem esperava saber ontem todos os pormenores da experiência que terá sido levada a cabo pelo cientista chinês He Jiankui, que reclama ter ajudado a conceber os primeiros dois bebés, duas gémeas, geneticamente editados e que nasceram este mês, só pode estar frustrado. [...] A ser verdade, será a primeira vez que embriões editados nascem no mundo. [...] Um total de 31 embriões foi abrangido no procedimento, sendo que 70% foram efectivamente editados» («Ainda poderá nascer um terceiro bebé geneticamente editado», Andrea Cunha Freitas, Público, 29.11.2018, p. 2). Será muito difícil, doravante, adoptar outro termo — manipulação génetica e edição estão indissoluvelmente ligados. Num texto da página 4 («“É o início de um caminho perigoso para a eugenia”», Teresa Firmino), lê-se isto: «Lluis Montoliu. Cientista do Centro Nacional para a Biotecnologia espanhol, usa em animais a CRISPR-Cas9, que “corta e cola” ADN». Este texto, que é uma entrevista, constitui o destaque de hoje, sob o título... «Edição genética». Nele, «edição» e o verbo «editar» surgem catorze vezes.

 

[Texto 10 374]

Helder Guégués às 11:23 | favorito
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