Em francês, mas disfarçado

Não é intocável

 

      «Agora, a ideia é fazer o mesmo com o país: a tradição ajuda. Soares como Sampaio estão ali para o trabalho sujo. Sampaio com o vácuo de uma cabeça onde nunca entrou nada; Soares com ar rusé, que de quem continua a puxar os fios da intriga. E Manuel Alegre com a sua insofrível jactância e pretensão moral» («Degradação», Vasco Pulido Valente, Público, 1.05.2015, p. 52).

      O cronista não encontrou nada de remotamente semelhante ao francês rusé. (E que mau hábito este jornal não grafar os termos estrangeiros em itálico!). Mas rusé é simplesmente astuto, manhoso, matreiro... Aquele «que de quem» demonstra que o autor não releu o texto. Aliás, que ninguém o fez.

 

[Texto 5808]

Helder Guégués às 14:11 | comentar | favorito
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