Em que República estamos?

É fazer contas

 

      «Em letras mais pequenas, podia ainda ler-se um excerto de um texto de uma colunista do jornal [O Diabo]: “Rui Rio nunca ultrapassou, verdadeiramente, a dimensão de um cromo de paróquia. Podia ser capataz, caseiro, moço de loja, ou contabilista num retalhista qualquer, mas o vácuo de homens desta III República tornou-o líder do partido.”» («A coincidência. O Diabo esteve no Caldas», Público, 3.03.2018, p. 10). Vou citar-me a mim próprio, nem sempre isso é mau. Do Assim Mesmo: «“O ex-secretário-geral do PSD, Ribau Esteves, disse ontem estar em preparação um movimento para fazer ‘uma boa revolução’ para implantar ‘a IV República’” (“Ribau diz que fala na IV República”, Diário de Notícias, 28.03.2009, p. 16). Quando certo dia revi um livro da autoria do Dr. Mário Soares, levantei esta questão da contagem das repúblicas: estávamos na II ou na III Repúblicas? O Dr. Mário Soares mandou dizer que o Estado Novo não foi uma república, mas sim uma monocracia, uma ditadura. Logo, estamos na II República. Realmente, pensei depois, até o nome é uma indicação. O Estado Novo não foi uma república, como Vichy também o não foi. Nem a República de Saló. Nem o III Reich, que nunca aboliu formalmente a República de Weimar. Mas também formalmente, contudo, estamos na III República.»

 

[Texto 8848]

Helder Guégués às 19:46 | comentar | favorito
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