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Linguagista

Era uma vez... a concordância

Até a Boneca sabe

 

      Vamos lá praticar a última boa acção do dia. (Talvez não seja a última, ainda vou para Cascais e vou ter de ser, na estrada, pelo menos muito indulgente com os analfabetos que por aí andam.) «O País tem méis que nunca mais acaba e tem – se não nos falha o rigor – nove denominações de origem protegida (DOP) para o produto, mas há gente que passa a vida toda a consumir a mesma marca ou o mel da mesma região» («“Feito em” Trás-os-Montes», Edgardo Pacheco, «Sexta»/Correio da Manhã, 18-24.05.2018, p. 43). E a concordância, Edgardo Pacheco? Falhou o rigor. «A BONECA — Eu não sei se o que aconteceu comigo tem algum valor... mas tu não calculas a porção de coisas sérias que têm passado p’la minha cabeça por causa do que aconteceu comigo!... Coisas de nada e que nunca mais acabam!» (Obras Completas. Volume VII, Teatro, José de Almada Negreiros. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1993, p. 35).

 

[Texto 9244]