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Linguagista

«Erro tipográfico»?

Não é modéstia

 

      «Um dos examinadores tinha encontrado 32 erros tipográficos na tese (naquela altura não havia processadores de texto e aos [sic] corretores ortográficos*). O outro examinador tinha encontrado 23» (100 Coisas Essenciais Que Não Sabia Que não Sabia, John D. Barrow. Tradução de Rita Figueiredo. Lisboa: Livros Horizonte, 2013, p. 22). É curioso — e, mais propriamente, uma maldição — que uma frase sobre erros tipográficos tenha uma gralha. E «erro tipográfico» é claramente eufemismo, quando não... erro. Não seriam erros, de ortografia, sintaxe, etc.? E prossegue: «A pergunta era: quantos mais haveria que não tinham sido encontrados por nenhum deles? Ao fim de algum tempo a analisar várias folhas de papel, concluiu-se que 16 erros tinham sido encontrados por ambos os examinadores.»

 

[Texto 6631]

 

      * Está assim no original: «word-processors and schpel-chequers» — palavra, esta última, que eu nunca antes vira.

2 comentários

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    Anónimo 21.02.2016 14:51

    O ou os arguentes são os membros do júri que fazem a arguição da tese.
    Um júri de provas académicas para a concessão de um grau é constituído por um determinado número de membros, dos quais um é o presidente e os restantes são os vogais. De entre os vogais um ou dois fazem a arguição da tese. Em regra um dos membros do júri foi o orientador do estudante.
    Algumas práticas académicas vão no sentido de todos os membros do júri (para além dos designados como arguentes) interrogarem o estudante.
    Se o contexto institucional identificar os examiners como os membros do júri que vão interrogar o estudante a tradução por arguentes parece-me correta.
    acscosta
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