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Linguagista

Escala de Saffir-Simpson

Ou quando se tem mais informação

 

       «O Departamento Meteorológico da Índia indicou, em comunicado, que “é muito provável” que o Fani chegue a terra na sexta-feira, perto da cidade de Puri, em Odisha, com rajadas de vento que podem chegar aos 200 quilómetros por hora. [...] Esta quarta-feira, o Fani já gerava ventos de 195 km/hora, o que o coloca na categoria 3 da escala de Saffir-Simpson (uma escala de 1 a 5), capaz de destruir edifícios e causar grandes inundações» («Ciclone Fani chega à Índia em 24 horas. Mais de 800 mil pessoas retiradas de casa», TSF, 2.05.2019, 9h41, itálicos meus).

      Está na Infopédia, mas não recomendo a definição: «Escala de classificação de furacões, ou tempestades tropicais, de ventos ininterruptos de mais de 118 km/h (65 nós ou mais). O seu nome foi herdado dos cientistas Herbert Saffir e Robert Simpson, que a desenvolveram nos anos 60 e 70 do século XX.» Imagino que muita coisa se possa medir nos furacões e tempestades. Esta escala mede — o que não é claro na definição da Porto Editora — a intensidade dos ventos dos furacões, classificados por categorias, de 1 a 5. Quanto ao nome ter sido herdado... enfim. A escala foi concebida em 1969 pelo engenheiro civil Herbert Saffir e pelo meteorologista Robert Simpson (então director do Centro Nacional de Furacões, nos EUA). O que a escala dá, na verdade, é a estimativa do potencial risco de danos e inundações esperados durante a passagem de um furacão. A definição fala em «ventos ininterruptos»; na verdade, a categoria é estimada por meio da velocidade do vento mantida durante um minuto. A Infopédia apresenta a seguir uma tabela, mas tem um aspecto pouco cuidado, pouco profissional, mais parece ter sido copiada de algures e transplantada para ali.

 

[Texto 11 294]