«Espiar/espionar»

O mesmo vale para nós

 

      «“Os assessores de Trump já o alertaram repetidas vezes de que suas chamadas não são seguras e disseram-lhe que espiões russos também costumam espionar as chamadas”, apontou a mesma publicação [o New York Times]» («China e Rússia terão telemóvel pessoal de Trump sob escuta», TSF, 25.10.2018, 6h35).

      Sim, pois, também temos espionar, mas... «El verbo espionar», escreveu Juan Mir y Noguera no seu Prontuario de Hispanismo y Barbarismo (Sáenz de Jubera hermanos, 1908, p. 732), «bastaría por sí para descubrir la poca gracia de los galicistas modernos.» Ao longo do século XX, foi sempre assim, com os autores de gramáticas, vocabulários e dicionários a reputarem esta forma por incorrecta, condenável, inexistente no castelhano. O mesmo se aplica à nossa língua.

 

[Texto 10 189]

Helder Guégués às 10:06 | favorito
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