Estão a tempo de corrigir tudo

Museu da Farmácia do Porto

 

      E a propósito de símbolos e confusões, lembrei-me do caduceu (☤) de Hermes e do bastão de Asclépio, logo, da farmácia e da medicina. No mês passado, visitei o Museu da Farmácia do Porto. Gostei do acervo, não propriamente vasto, mas significativo. (A farmácia islâmica, adquirida recentemente, já a conhecia de várias reportagens, nomeadamente desta.) O pior — e fi-lo saber por correio electrónico aos responsáveis* — é a forma como estão escritos os painéis. Em muitos, muitos casos, uma vírgula separa o sujeito do predicado! Dois exemplos: «O mundo do Egipto antigo, era habitado por espíritos [...].» «O médico grego, tinha ao seu dispor […].» Gralhas, há-as em abundância, até em nomes próprios: ele é Issac Newton, ele é Disocórides, etc. Inadequação vocabular, o malfadado «para além de», etc. Se têm respeito pelos visitantes — que, afinal, pagam —, corrijam tudo. Claro que não pode ser o autor (autora, sei-o agora) a fazê-lo, mas um profissional, de preferência um revisor.

 

[Texto 6667]

 

 

      * Claro que não agradeceram — respingaram! Estão, no entanto, no sítio certo para tomar um calmante.

Helder Guégués às 12:42 | comentar | favorito
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