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Linguagista

Etimologia: «aspirina»

Rigorosamente, não

 

      «Como non era un produto novo, o ácido acetilsalicílico non puido ser patentado: non existiu nunca unha patente da Aspirina. A confusión pode vir de que o 6 de marzo de 1899 o nome Aspirina foi rexistrado como marca comercial na Oficina Imperial de Patentes de Berlín. Un nome, que algúns din inspirado en San Aspirino, bispo de Nápoles e suposto patrón das dores de cabeza. Outra lenda: en realidade o nome vén do ácido spírico, sinónimo do ácido salicílico co que se preparaba o noso fármaco» («Os 125 anos da aspirina», Xosé María Torres Souza, La Voz de Galicia, 22.12.2022, p. 18).

      No verbete do dicionário da Porto Editora diz-se isto: «Do alemão Aspirin®». Claro que está errado: a nacionalidade não é chamada na citação de marcas, como é óbvio. Será então mais simples: «De Aspirin®». Se quisermos ir mais além, daremos mais alguma informação ao falante: «Do nome comercial Aspirin®, registado em 1899 pela empresa alemã Bayer».

 

[Texto 17 434]

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