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Linguagista

Evitar repetições

Bastava reler

 

 

   «O Labour faz frente unida com os conservadores e os liberais-democratas na oposição à independência da Escócia (a campanha pelo “não” é liderada pelo ex-ministro das Finanças Alistair Darling). Mas as sondagens indicam que, ao contrário dos tories e dos lib-dem, o grosso dos eleitores da esquerda ainda não sabe como vai votar — os indecisos rondam ainda 15% dos votantes, decisivos para decidir o desfecho do referendo» («A subir nas sondagens, independentistas escoceses cortejam voto dos trabalhistas», Ana Fonseca Pereira, Público, 13.04.2014, p. 29).

   Falta de releitura. Duas alternativas: «decisivos para determinar» ou «determinantes para decidir». Além de absolutamente desnecessárias, estas repetições soam mal, por tão próximas. Em jornais, e mesmo em livros, ainda se vão vendo repetições semelhantes, como «assegurar a segurança», e outras. O que é mau é partir-se do princípio de que é uma escrita efémera, e por isso não merece nenhum esforço.

 

 

[Texto 4383] 

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