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Linguagista

Falemos de verbos

À 13.ª será de vez

 

      «Um homem dirige-se apressado para o Bundeshaus, mas de súbito detem-se, leva as mãos à cabeça, grita excitadíssimo, dá meia volta [sic] e corre na direcção oposta» (Os Sonhos de Einstein, Alan Lightman. Tradução de Ana Maria Chaves. Alfragide: Edições Asa, 10.ª ed., 2010, p. 55). «A estação central dos correios não se mantem estática em Postgasse, mas, pelo contrário, voa através da cidade sobre carris, como um comboio» (idem, ibidem, p. 58). «Ninguém se senta debaixo de uma árvore a ler um livro, ninguém se detem a olhar a ondulação que encrespa a superfície do lago, ninguém se deita no campo, na relva que cresce» (idem, ibidem, p. 58). «Há quem garanta que só a grande torre do relógio de Kramgasse nunca marca o tempo verdadeiro, que só ela se mantem imóvel» (idem, ibidem, p. 60).

     Chega, chega, chega: já vimos que é mesmo convicção. Errada, mas convicção. Então, saiba a tradutora que a 3.ª pessoa do singular do presente do indicativo dos verbos derivados de ter e vir leva acento: contém, detém, mantém, obtém, provém, intervém, convém, entretém. O revisor (este livro foi revisto?) já deve ter sido despedido, não precisa de aprender mais. E era a 10.ª edição...

 

[Texto 8398]

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