«Falésia/(ar)riba/encosta»

Procuramos, e há pior

 

 

      Repórter Ana Sofia Rodrigues, no Jornal da Tarde de ontem: «A fenda aberta na falésia de mais de dois metros era sinal claro de perigo de queda iminente, razão para que as máquinas avançassem já para a derrocada controlada na praia da Luz, concelho de Lagos.» Falésia, galicismo supérfluo. Contudo, tinha entrevistado Sebastião Teixeira, da Agência Portuguesa do Ambiente, que dissera: «As arribas mexem-se sobretudo durante o Inverno, e é um Inverno alargado que se prolonga por mais uns meses; portanto, na altura da Páscoa, as arribas ainda estão vivas, digamos assim. E portanto ainda podem ocorrer desmoronamentos, e, por isso, as pessoas quando vêm para a Páscoa, vêm com bom tempo, com sol, mas têm que ter um cuidado redobrado relativamente às arribas. Têm que se afastar o mais possível, sempre, das arribas.» E, na semana passada, li um texto em que o autor confundia repetidamente «arriba» – para ele, sempre «falésia» – com «encosta».

 

[Texto 4289]

Helder Guégués às 10:14 | comentar | favorito
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