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Linguagista

«Fez o que tinha que fazer»

Je n’ai rien à faire

 

      «O Syriza foi eleito em Janeiro deste ano com 36,3% dos votos e um programa que não tem nada a ver com aquele que as instituições exigem que a Grécia aplique. Colocado entre a espada e a parede, Tsipras fez o que tinha a fazer» («Tsipras fez o que tinha a fazer», João Miguel Tavares, Público, 30.06.2015, p. 48).

      São os piores, porque mais insidiosos, estes galicismos sintácticos. Diz-se, em português estreme, decente, nada ter que ver e fez o que tinha que fazer. E mesmo aquele «colocado» está ali só para encher a frase. Veja-se: «Entre a espada e a parede, Tsipras fez o que tinha que fazer.» «Entre Cila e Caríbdis, Tsipras fez o que tinha que fazer.» «Entre a cruz e a caldeirinha, Tsipras fez o que tinha que fazer.»

 

[Texto 6005]

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