«Ficar a ver navios»

Mais uma hipótese

 

      Já conhecia algumas hipóteses sobre a origem da expressão ficar a ver navios. Mais uma: «Foi uma falsa partida. A 26 de Novembro de 1807, a família real portuguesa embarcou em Belém pronta para fugir para o Brasil. Mas a viagem foi curta, até Cascais. Sem vento, a fuga só se concretiza, [sic] uns dias depois, a 29 de Novembro. O episódio está retratado numa pintura atribuída a Nicolau Delerive que pode ser vista a partir desta quarta-feira no Museu Nacional dos Coches, em Lisboa.

      “Partida da Família Real para o Brasil – 1807”, que será inaugurada às 18h30, conta a história desta atribulada viagem que deixou os soldados franceses de Napoleão “a ver navios”.

      Quando as tropas lideradas por Junot chegaram a Portugal, às 9h00 de dia 30 de Novembro, já a frota de 14 navios tinha levantado ferro e navegava, primeiro em direcção a Cabo Verde, depois até ao Rio de Janeiro. O exército, com cerca de 26 mil homens, ficou, literalmente, a ver navios» («Sabe porque dizemos “ficar a ver navios”?», Maria João Costa, Rádio Renascença, 28.11.2017, 15h34).

 

[Texto 8417]

Helder Guégués às 20:19 | favorito
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