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Linguagista

Fora dos dicionários

Primeira colheita

 

 

      «Sujeito que puxe do assunto em jantar de amigos é logo considerado um chato, um quadradão, um bota-de-elástico que quer falar de cenas neandertalianas como fronteiras, geografia e porradaria. [...] É um massacre de notícias e pseudo-notícias, é um caudal imenso e não filtrado, passa tudo porque perdemos a noção de hierarquia, perdemos o cheiro pelas [sic] histórias que interessam. [...] Na última década, os jornais tornaram-se ecos do ruído internético» («O Expresso encontrou a Ucrânia», Henrique Raposo, Expresso Diário, 6.05.2014).

  Não é o único, mas tomado como referência: o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora não regista «neandertaliano» (mas sim «neandertalense»), nem «porradaria» (que Guerra Junqueiro, por exemplo, usa no poema Pátria), nem «internético», que faz falta, pois não temos outro adjectivo relativo à Internet.  «Pseudo-notícias» será para demonstrarem logo no primeiro número que não têm revisão. É um de vários erros e incongruências. No entanto, gostei de ler este primeiro número.

 

[Texto 4514]

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