Frenologia e craniometria

Não me parece

 

      «A história não é nova. Em 1879 a revista The Argosy publicou um artigo afirmando que o crânio do dramaturgo fora roubado em 1794 por um médico da localidade, Frank Chambers, isto numa altura em que a frenologia ou a craniometria ganhavam espaço no universo científico. Hoje desacreditadas, eram vistas então como forma de, através do estudo da forma ou do peso do crânio, por exemplo, determinar as características que definiam a inteligência e o génio. Naquele contexto, o crânio do genial Shakespeare só poderia ser alvo de especial cobiça» («Terá Shakespeare perdido a cabeça em Stratford-Upon-Avon?», Mário Lopes, Público, 26.03.2016, p. 24).

    A frenologia sim, como pseudociência, está descreditada. Mas a craniometria? Não me parece. Afinal, a craniometria é tão-somente a mensuração, a medição do crânio, o que decerto continua a fazer-se em várias ciências, e desde logo no âmbito da antropometria.

 

[Texto 6709]

Helder Guégués às 17:11 | favorito
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