Hokkaido/Hocaido

Não queremos mais, obrigado

 

      «Compete pelo Japão, mas tem tido aulas para melhorar o domínio da língua materna. E ao que parece a história de amor dos pais foi complicada pelas diferenças culturais: os avós japoneses de Naomi estiveram anos sem falar com a filha por causa da relação. Dentro de dias, a tenista vai ao Japão, a Tóquio. O avô, que vive em Hokaido, a ilha mais setentrional das quatro grandes japonesas, está orgulhoso do feito da neta e já disse que assistirá ao Toray Pan Pacific Open» («E elogiar a japonesa Naomi em vez de só se falar da birra de Serena?», Leonídio Paulo Ferreira, Diário de Notícias, 11.09.2018, 13h51).

    Uma alma mais benevolente (e desatenta) dirá que é uma tentativa de aportuguesamento. Será — mas canhestra e extemporânea. Já temos Hocaido. Lá porque o Acordo Ortográfico de 1990 readmitiu, em má hora, as tais três letrinhas antes proscritas, não quer dizer que se possa proceder assim. Com um k apenas, é erro, não aportuguesamento. «Na Ásia os exemplos mais característicos de paisagem geométrica encontramo-los na Sibéria, e até no Extremo Oriente, nomeadamente em Hocaido e na Manchúria» (Geografia: Aspectos de Portugal e do Mundo Contemporâneo, Odete Sousa Martins. Lisboa: Emp. Lit. Fluminense, 1977, p. 72).

 

[Texto 9902]

Helder Guégués às 11:17 | comentar | favorito
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