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Linguagista

«Il y avait longtemps»

Sigam-me, se puderem

 

 

   É assim a memória. Estava aqui a ouvir «Alípio de Freitas», do reeditado Co’as Tamanquinhas do Zeca!, dos Couple Coffee. A voz suave e intensa de Luanda Cozetti e o baixo caloroso e veemente de Norton Daiello enchem-me a sala. E então lembrei-me que, de outro trabalho, têm a faixa «Luandando», título homónimo de uma obra de Pepetela (Porto: Elf Aquitaine Angola, 1990), bilingue esta, com texto a duas colunas. Uma das frases da coluna em francês (é uma tradução justalinear) começava: «Il y avait longtemps que le trône du Portugal, etc.» O que me levou a outra frase de outra obra: «Il y avait longtemps qu’*** ne s’était attelé à résumer une vie en quelques lignes.» Que o tradutor quis verter assim: «Há muito tempo que *** não se empenhava em resumir uma vida em meia dúzia de linhas.» Estamos sempre a tempo de aprender.

 

[Texto 4440]

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