Inventar, mas mal

Não seja complicado

 

      «As instruções que o acompanham, embora lógicas, sofrem de “complicatismo” – uma síndrome lexical própria da administração pública. A primeira frase, por exemplo, diz que o que temos em mãos é um “invólucro resposta/folha explicativa”. Será que é a resposta que explica ou a explicação que responde?» («Origami eleitoral», Ricardo Garcia, Público, 22.09.2019, p. 10).

      Pois, mas não: onde foi Ricardo Garcia buscar o t, saberá dizer-nos? Se deriva de «complicado», só pode ser «complicadismo». Assim, vê-se que o jornalista sofre da doença que descreve.

 

[Texto 12 031]

Helder Guégués às 05:19 | comentar | favorito
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