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Linguagista

Isso mesmo: há juízes e juízas

Uma juíza inteligente

 

      «Para justificar esta “asfixia” da relatora, não colhe a invocação de que o nosso sistema é semelhante ao do Tribunal de Justiça da UE, e que o Relator no TC é o próprio plenário e não a juíza a quem o processo foi distribuído. Não é isso o que diz a lei. E regras não escritas não vinculam. A legitimidade de uma decisão judicial nunca pode vir da força, mas da justiça que se procura. É a minha honra de juíza!» («“É a minha honra de juíza!”», Maria Clara Sottomayor, Público, 9.12.2019, p. 9).

     Não deixa de ser espantoso — e louvável — que uma juíza diga que é juíza e não, como se vê tantas vezes, «juiz». Só pode ser uma pessoa inteligente, ou, pelo menos, que recebeu a sua quota-parte de bom senso. Uma juíza com juízo.

 

[Texto 12 447]

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