«Jihadista/jiadista»

Nem nos dicionários está

 

      «Do coordenador do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, José Mário Costa, recebi e aqui dou conta do seguinte reparo e sugestão: “Uma sugestão, se me permitem, para uma ‘recomendação’ a quem escreve (e edita) no PÚBLICO: não tem qualquer sentido a grafia ‘jihadista’. pela simples razão de que, no português, não há palavras com o “h” entre vogais. Se a palavra entrou na língua portuguesa, então, tem de assumir a (lógica) feição portuguesa: jiadista – tal como jiade, de onde se formou, e bem, o substantivo jiadista.

      Essa é a regra para todos os aportuguesamentos de estrangeirismos entrados pelo uso na nossa língua. Desde os galicismos de outros tempos (bibelot/ bibelô, bicyclette/bicicleta, dossier/dossiê) até aos anglicismos mais ou menos recentes (football/futebol, dandy/dandi, whisky/uísque, coppydesk/copidesque), etc., etc., etc.. [sic]

      No Ciberdúvidas, o reparo já foi feito [aqui], mas como caiu em saco roto. O desleixo é verdade que anda generalizado nos media portugueses 
– sempre pouco sensíveis a estas coisas da língua... que não seja o ruído à volta do Acordo Ortográfico –, mas, que diabo!, até no PÚBLICO se aceitam já estas anomalias linguísticas!?...”» («Correio dos leitores», José Manuel Paquete de Oliveira, Público, 12.10.2014, p. 55).

 

[Texto 5141]

Helder Guégués às 13:20 | comentar | favorito