«Lagostim-vermelho-do-luisiana»

Se, então

 

   «O número de ninhos de cegonhas-brancas em Portugal aumentou cerca de 50% na última década, segundo os resultados preliminares do censo nacional da espécie realizado este ano. E, ironicamente, os principais responsáveis por este sucesso são dois problemas ambientais: o lixo e a praga dos lagostins-vermelhos. […] As cegonhas também passaram a ter no seu menu o lagostim-vermelho da Luisiana (Procambarus clarkii), um crustáceo originário do Sudeste dos Estados Unidos, introduzido em aquaculturas em Espanha na década de 1970 e que rapidamente se espalhou por toda a Península Ibérica» («Ninhos de cegonhas em Portugal aumentaram 50% em dez anos», Ricardo Garcia, Público, 21.10.2014, p. 14).

    Se escreve cegonha-branca, então, Ricardo Garcia, também tem de escrever lagostim-vermelho-do-luisiana. Chamam-lhe lógica. Ora pense lá. Ambos os vocábulos estão ausentes do Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora.

 

[Texto 5169]

Helder Guégués às 09:26 | favorito
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