«Lero-lero», conversa fiada além-Atlântico

Ora, não precisamos

 

      «Parece que Obama vai visitar Hiroshima durante uma viagem ao Japão ainda neste mês. Será o primeiro Presidente americano a colocar os pés na cidade das sombras nucleares. Claro que surgiu logo a conversa do “pedir desculpa”, do “perdão histórico que os EUA têm de pedir ao povo japonês”, lero-lero típico da ditadura politicamente correta que controla as universidades americanas — e é mesmo uma ditadura com boicotes e proibições diárias» («Hiroshima: Obama não tem que pedir perdão», Henrique Raposo, Expresso Diário, 13.05.2016).

     Tirando outros pormenores — como «Hiroshima», «colocar os pés», «controla» —, o que me fez mais espécie foi aquele lero-lero, conversa fiada no Brasil e para nós mera entrada de alguns dicionários. Vê-se que desconhece o exame Vieira (de Joaquim Vieira, ex-provedor do jornal Público): «Será que os meus pais vão perceber o que escrevi?» «Henrique, fala cristão», recomendar-lhe-iam. Mas há mais, e vamos já ver de seguida.

 

[Texto 6805]

Helder Guégués às 08:49 | comentar | favorito