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Linguagista

Léxico: «amicus curiae»

Um pouco de latim

 

      «A apoiar a administração
 de Obama, estão 
o estado de Washington e mais 14 outros estados, bem como o distrito da Colúmbia,
 que juntaram
 um documento, chamado amicus curiae, ao processo defendendo
 os motivos por
 que Texas e os restantes estados não têm razão na sua pretensão de impedir Obama de regular a aplicação das leis da deportação da forma que melhor entende» («11 milhões de imigrantes ilegais nos EUA suspensos do Supremo Tribunal», Francisco Teixeira da Mota, Público, 12.02.2016, p. 47).

      Amigos do tribunal. Antes que os jornalistas desatem a falar disto, convém saberem que o plural é amici curiae. É um instituto originário do direito anglo-saxónico, a pessoa ou instituição cujos interesses não estão directamente envolvidos na causa e que ajuda o tribunal. E, como se vê, o próprio documento tem a designação de amicus curiae. Nos últimos anos, passou também a ser usado em procedimentos de direitos humanos.

 

[Texto 6613]

4 comentários

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    Helder Guégués 13.02.2016 22:53

    Caro anónimo: muito curioso, mas não corrigi nada. A que se refere?
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    Bic Laranja 14.02.2016 20:52








    os motivos por
que Texas e os restantes estados não têm razão 





    Transcreveu tal qual, emendou o verbete, omitiu o comentário que lho apontou e faz-se de sonso. 





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    Helder Guégués 16.02.2016 11:05

    Eu não devia perder tempo com estas coisas, mas cá vai.

    Leio a versão digital da Público e, por isso, quando quero citar algum excerto do artigo, não o transcrevo — copio-o. Ao fazê-lo, embora precise sempre de formatação, quase nunca as palavras aparecem juntas. Quando, porém, colo o meu texto no editor do blogue, quase nunca o excerto do jornal está bem, pois surgem muitas palavras juntas, como se fosse uma língua aglutinativa. Nesta fase, corrijo em parte ainda em rascunho e, o que escapa, já quando está publicado. Ora, é possível que o anónimo/Bic Laranja lesse o texto nesta fase. Contudo, não o emendei por ter lido o comentário, mas porque vi, e confirmei no jornal, que estava escrito «motivos por que» (embora o contrário seja erro muito comum). Ora, se depois me chega um comentário a alertar para o erro, valerá a pena publicá-lo? Ainda assim, minutos depois, mal li o comentário, reli o meu texto todo. Nada, não se justificava. Até porque dizia o que já se lê no segundo, ali em cima: faltava emendar na notícia. Ora essa, se só aparece uma vez, na notícia, como é que faltava corrigir na notícia?! E a que dá o nome verbete, pode saber-se?

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