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Linguagista

Léxico: «arinto-dos-açores | terrantês-do-pico»

Prevenia e ensinava

 

      «A história do vinho dos Açores pode dividir-se em três períodos: até ao aparecimento do oídio (doença da vinha) em 1852/53 e que dizimou a produção, que terá baixado de 10 milhões de litros para 25 mil litros; a filoxera, duas décadas mais tarde, acabou com o resto e a produção vitivinícola entrou em modo residual, que se manteve até à classificação da UNESCO. Os subsídios criados após a classificação (que poderiam chegar aos €20 mil por hectare) foram um incentivo para que se recuperassem as castas brancas autóctones — Arinto dos Açores, Verdelho e Terrantez do Pico — e as vinhas antigas que estavam já cobertas de vegetação mas onde, lá por baixo e inacreditavelmente, se mantinham os antigos muros» («No Pico ainda se fazem vinhos assim», João Paulo Martins, «Revista E»/Expresso, 24.11.2023, p. 74).

      Grafo-o, lá em cima, em minúscula só para prevenir o erro recorrente de, quando o nome composto contém um nome próprio, continuarem a grafá-lo com maiúscula. Os dicionários deviam reflectir, numa simples notinha de pé de página, esta simples realidade: em boa parte dos casos, os falantes continuam a grafar o nome da casta como historicamente: Terrantez. Afinal, não se faz o mesmo, e talvez com menos justificação, ao grafar-se «Bussaco»? Se bem que é como título, até a podemos encontrar num texto de apoio da Infopédia. Pensem nisto.

 

[Texto 19 037]

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