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Linguagista

Léxico: «bacoreiro»

Sempre os haverá

 

     «As bacoreiras, encostadas à correnteza de casas branquejantes, a pasmarem daquele revoltilho, os criados do Pepeillo picando os cavalos» (As Aves da Madrugada, Urbano Tavares Rodrigues. Lisboa: Livraria Bertrand, 1959, p. 71).

      Os dicionários de agora vão de «bacorada» para «bacorejar» sem parar nas estações intermédias. Então, Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, não há nem nunca houve bacoreiros e bacoreiras, guardadores de bácoros? E há, sempre houve e haverá outros bacoreiros: os mexeriqueiros. Que a Virgem Maria os confunda. (Ah, sim, revoltilho também jaz sepultado nos alfarrábios pulverulentos.)

 

[Texto 9202]

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