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Linguagista

Léxico: «boleima»

Cada louco com sua teima

 

      «Entre a tradição conventual da doçaria nacional e a arte alentejana de bem aproveitar, aqui ganha a segunda. De origens humildes, a boleima é um bolo feito com massa de pão de trigo (muitas vezes, os restos que sobram no alguidar), açúcar, azeite, banha e canela. A boleima rica leva ainda pedaços de maçã» («Boleima», As Melhores Receitas de Portugal — Região da Portalegre. Lisboa: Correio da Manhã, 2018, p. 14).

     Talvez um dos mais emblemáticos (não digo típicos) bolos do Alentejo, e que diz o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora? Isto: «bolo grosseiro». Dir-se-á que é outra acepção. Será, mas que não esqueça aquela alentejana, que bem pode ser a do verso da gil-vicentina Farsa de Inês Pereira: «Cada louco com sua teima. / Com uma borda de boleima / e uma vez de água fria, / não quero mais cada dia.» Porque não? Como bolo de tabuleiro que é, a boleima tem bordas, a parte mais deliciosa. 

 

[Texto 9145]

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