Léxico: «bombóu»

Não teríamos ementa

 

      «Vai ter batata-doce. Vai ter quitaba. Vai ter suco de múcua. Vai ter bombóu. Vai ter banana assada com jinguba. Na sexta, quando regressar do Porto, o presidente angolano João Lourenço (J-Lo, como é carinhosamente apelidado pelos seus conterrâneos) vai ser recebido com um cocktail no lisboeta Hotel Intercontinental e, pelo menos, fome não vai passar» («Para os mwangolés da Tuga, João Lourenço é esperança. Mas só um bocadinho», Ricardo J. Rodrigues e Paula Freitas Ferreira, Diário de Notícias, 22.11.2018, 6h28).

      Se não houver aqui trapalhada, que é o que logo me ocorre, o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora não podia preparar a ementa, pois não regista bombóu. Quanto a «mwangolé», nome quimbundo para «angolano», diga-se que até em obras de autores angolanos, obras publicadas em Angola, se optou pela grafia «muangolé». Enfim, é um colonialismo ao contrário.

 

[Texto 10 333]

Helder Guégués às 10:41 | comentar | favorito
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