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Linguagista

Léxico: «caga-milhões»

Aquilino sabia

 

      «A curiosidade moderna é polifágica. Brito Camacho apresenta-se com dois ou três livros na balança do juízo final e o justo crítico podia perguntar-lhe como o caga-milhões da parábola: — Em que empregaste os talentos que te dei?» (De Meca a Freixo de Espada à Cinta: ensaios ocasionais, Aquilino Ribeiro. Lisboa: Livraria Bertrand, 1960, p. 321).

      É usado, até como alcunha, de norte a sul do País, mas não o vejo dicionarizado. A Porto Editora apenas acolhe caga-na-saquinha, caga-sebo e caga-tacos, além, claro, de caga-lume. Comum também, e fora dos dicionários, é caga-notas.

 

[Texto 12 034]

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