Léxico: «cavalheiramente»

Uma oratória com um século de atraso

 

      «Só que, posto de parte cavalheiramente este fantasma da Marinha Grande, ficam algumas perguntas, que merecem resposta. Será, por exemplo, que, a benefício de uma amnésia incurável e total, Costa já esqueceu o que foram os bons tempos de António Guterres: a indecisão diária, a desordem no Governo, a ausência de autoridade, o populismo intermitente de um primeiro-ministro católico?» («Henrique Neto», Vasco Pulido Valente, Público, 27.03.2015, p. 52).

     Cavalheiramente. É advérbio que eu não via desde as Novelas do Minho. A propósito de coisas antigas, pergunta Vasco Pulido Valente quem preferirá António Costa: «Ou
 a invenção de Soares, que dá pelo nome de António Nóvoa, e que não se recomenda por mais do que uma oratória com um século de atraso e uma vacuidade absoluta?»

 

[Texto 5688]

Helder Guégués às 09:28 | comentar | favorito
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