Léxico: «cibersegurança»

Sempre à frente

 

      «“Vi que esse domínio não estava registado e pensei, “Acho que vou ficar com isso”, disse o especialista ao jornal digital “Daily Beast”. Por cerca de 10 dólares – o preço habitual de um qualquer domínio – os dois ciberseguranças conseguiram evitar que o vírus encriptasse mais computadores, uma vez que o ataque de sexta-feira mostrou uma capacidade alta de se propagar globalmente» («Como acabar com o ataque informático que deixou todo o mundo em alarme? Comprando um domínio por 10 dólares», Rui Barros, Rádio Renascença, 13.05.2017, 14h20).

      Pois é, a realidade vai sempre mais à frente: os dicionários registam o termo cibersegurança como o estado de protecção contra ciberataques, mas os falantes sentem necessidade de dar nome a quem faz da cibersegurança a sua actividade. É isto a evolução da língua, e não, por exemplo, deixar de escrever «bem-vindo», assim, com hífen, como se lê no cartaz no Marquês de Pombal, iniciativa de leigos católicos. Vá lá, puseram a vírgula: «Bem Vindo, Papa Francisco!»

 

[Texto 7827] 

Helder Guégués às 16:48 | comentar | favorito