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Linguagista

Léxico: «cogula»

É perguntarem

 

      «“Previsivelmente (com alguma sorte à mistura) podemos ter uma farda por militar, botas, cogula, óculos e capacete no dia 20 de maio. Sublinho que só teremos uma farda... não há tecido em Portugal para mais nesta altura. Esclareço também que nesta altura provavelmente não vai haver luvas (estamos a pensar em soluções ‘imaginativas’ para solucionar este problema. Até agora não vemos a luz ao fundo do túnel)”, informa o comandante do GIPS, major Cura Marques, num e-mail que escreveu aos seus homens a uma semana de terminarem a formação (15 de maio)» («Incêndios. Faltam luvas, capacetes e fatos ao Grupo de Intervenção da GNR», Rádio Renascença, 9.05.2018, 7h25).

      Cogula, nesta acepção, foi registado há quatro anos, por sugestão minha, no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora. A forma como está dicionarizado, contudo, não me satisfaz inteiramente. Vejamos: a última acepção (3) remete para balaclava, verbete em que encontramos a definição. Estaria tudo bem, se, nas lojas que vendem estes equipamentos de protecção individual (como esta), não pusessem, lado a lado, cogulas e balaclavas.

 

[Texto 9189]

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