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Linguagista

Léxico: «cúpula de calor | pirocúmulo-nimbo»

As certezas e as dúvidas

 

      «Um perigoso cocktail foi misturado, envolvendo massas de ar quente e cristas de alta pressão (os elementos centrais para criar a referida cúpula de calor), mas também ventos propícios, a altura do ano (perto do solstício, quando há mais tempo de luz solar) e uma situação de seca (mais de metade do noroeste dos EUA está nos graus mais elevados de seca). [...] Os portugueses, como os australianos e os californianos, bem sabem os efeitos de uma onda de calor na natureza. Graças às nuvens pirocúmulo-nimbo, resultantes de fenómenos extremos, a Colúmbia Britânica registou dezenas de milhares de relâmpagos entre 30 de junho e 1 de julho. Pelo menos alguns terão sido responsáveis por 62 fogos no espaço de 24 horas» («Cúpula de calor. Centenas de mortos e recordes que ninguém inveja», César Avó, Diário de Notícias, 4.07.2021, p. 28).

      O dicionário da Porto Editora regista, sugerido por mim, pirocumulonimbo, mas, se já antes acolhia cirro-cúmulo, fico com dúvidas sobre a grafia correcta. Se vivêssemos no Canadá ou nos EUA, já teríamos a locução heat dome nos dicionários.

 

 

[Texto 15 305]