Léxico: «dona-elvira»

Sem poluição

 

      «Vi apenas a caminheta do correio, uma dona-elvira trangalhadanças e ferrogemebunda que substituíra a diligência e ficara a medir o ritmo do tempo em Gostofrio, onde a pergunta: “Já teria passado a carreira?, significava aproximadamente “Que horas serão?”» (Planalto de Gostofrio, Bento da Cruz. Lisboa: Editorial Notícias, 1992, p. 38).

      Vejo aqui em Cascais, com muita frequência, donas-elviras e, ingénuo, até pensei que a palavra estivesse nos dicionários. Muito bonitas, as donas-elviras, mas — e a poluição? Agora, depois de uma semana a conduzir um BMW i3, ainda fiquei mais sensível a este aspecto. Ah, o binário instantâneo dos carros eléctricos... Imagino um Jaguar I-Pace.

 

[Texto 9387]

Helder Guégués às 17:47 | comentar | favorito | partilhar
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