Léxico: «febre-do-nilo-ocidental»

Eu é que não percebo

 

      «Sim, várias... SARS, febre do Nilo Ocidental, gripe das aves, a dengue da Madeira, a doença dos legionários em Vila Franca de Xira, em 2014. Esta foi uma situação muito séria, com 400 casos e 14 mortes... [responde Francisco George, presidente da Cruz Vermelha Portuguesa]» («“Temos todos de estar bem informados e em alerta”», Anabela Pereira Fernandes, Nova Gente, 12-18.03.2020, p. 91).

      Pensemos, se não se importam: se se escreve febre-de-malta, e esta malta não é alusão a nenhuma súcia ou corja, mas ao topónimo, então como se pode escrever outra coisa que não febre-do-nilo-ocidental? Explique-o, por exemplo, a Porto Editora, que dicionariza «febre-de-malta» e, no verbete «flavivírus», grafa «febre do Nilo Ocidental».

 

[Texto 13 427]

Helder Guégués às 09:00 | favorito
Etiquetas: ,