Léxico: «festa brava/ democrata-cristão»

Só ausências

 

      «O parlamento aprovou, esta sexta-feira, um voto de pesar apresentado pelo CDS-PP pela morte do toureiro Ricardo Chibanga, que teve um voto contra do PAN e abstenções do BE, Verdes e do deputado não inscrito Paulo Trigo Pereira. [...] “A Assembleia da República, reunida em plenário, apresenta sentidas condolências à família, mulher, filha e neto, e aos amigos e admiradores de Ricardo Chibanga”, refere o voto dos democratas-cristãos. Natural de Moçambique, Ricardo Chibanga veio para Portugal nos anos 60 do século passado, tendo sido apoiado por várias figuras da festa brava, como o matador de touros e empresário taurino Manuel dos Santos» («Parlamento aprova voto de pesar pela morte de Ricardo Chibanga. Houve um voto contra e abstenções», Rádio Renascença, 26.04.2019, 12h53).

      Lamentáveis, este voto contra e as abstenções. Vamos, porém, ao que interessa: se, por exemplo, um coreano aprendente de português encontrar a locução festa brava, a quem vai perguntar o significado? No Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora não a encontrará. (Vai deparar aqui com «festa das flores», que, como prosónimo que é, se tem de grafar com maiúsculas, Festa das Flores.) E porque não acolhe aquele dicionário o vocábulo democrata-cristão?

 

[Texto 11 258]

Helder Guégués às 14:45 | favorito
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