Léxico: «figureiro»

Este sim

 

      «Já tinha o livro [Figurado de Estremoz, Produção Património Imaterial da Humanidade] feito e estava na editora, quando um amigo, o Dr. Carmelo Aires, me contactou para dizer que tinha encontrado uma fonte de 1837 que falava dos bonecos. Fomos ao arquivo e, surpreendentemente, algo que ninguém estava à espera, em 1837, eram dadas como existentes 26 oficinas que faziam figurado de Estremoz, contra 24 de olaria. Ou seja, todos nós, investigadores, sempre pensámos que existiam mais oleiros do que figureiros, em Estremoz [diz Hugo Guerreiro, director do Museu Municipal Professor Joaquim Vermelho]» («Bonecos de Estremoz não são “‘handicraftzinho’ turístico” e há um livro que o prova», Rosário Silva, Rádio Renascença, 7.09.2018, 16h14).

      Já aqui tínhamos falado sobre figurado, em Dezembro do ano passado, e vimos que não está nos nossos dicionários. Também pus em dúvida, é certo, a legitimidade do seu uso. Quanto a figureiro, porém, não há dúvidas, é português de lei e merece ir para os dicionários.

 

[Texto 9878]

Helder Guégués às 14:18 | favorito | partilhar
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