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Linguagista

Léxico: «formiga-de-asa»

Está na hora

      «Com pequenas nuances, os documentos seguem, no geral, os pedidos feitos na petição, acrescentando-lhe propostas para que haja mais fiscalização, uma campanha de sensibilização junto do público e sugerindo mesmo um plano de monitorização para acompanhar o problema. Já sobre as proibições propriamente, o que se pede (ou sugere, no caso do BE e do PSD) é que seja proibido o fabrico, venda e posse de armadilhas destinadas a “aves silvestres não cinegéticas”, em concreto as armadilhas de mola (usadas para a apanha das aves mais pequenas), a cola com que se prende as aves a galhos de árvores (designada “visgo”), armadilhas destinadas a animais maiores, como aves de rapina, e as redes verticais. Além disso, pede-se também que seja proibida a apanha da formiga d’asa, já que, como é dito no texto da petição, “apenas é utilizada como isco para a captura de aves» («Aves mais protegidas: fabrico, posse e venda de armadilhas perto da proibição», Patrícia Carvalho, Público, 15.04.2021, 19h11).

      Aqui onde me vêem, sou um denodado defensor do apóstrofo, mas não me parece que neste caso obtenham o meu favor. Nunca vi a grafia assinalada. Como nunca vi este himenóptero em nenhum dicionário, mas temos de optar.

 

[Texto 14 970]

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