Léxico: «fura-bolos»

Aqui não é um dedo

 

 

   «Veiga Simão, cuja fé na Universidade o levou a ser ministro da Educação no estertor de um regime ditatorial, teve a sorte de não ser vítima da sua tentativa, sobreviveu politicamente. Mas não sorte completa, porque ficou com o justo labéu de ser o ministro da Educação de um mau Governo num período em que os estudantes universitários eram dos mais ativos oposicionistas. No entanto,Veiga Simão, inteligente e culto, se foi homem de todas as estações [referência, feita por Ferreira Fernandes no início da crónica, ao filme A Man for All Seasons, de 1966, sobre Tomás Moro, que, na tentativa de conciliar a fé católica e a lealdade ao rei, ficou sem cabeça], não o foi de apeadeiros, não foi um fura-bolos» («Veiga Simão, tentar servir dois senhores», Ferreira Fernandes, Diário de Notícias, 4.05.2014, p. 48).

      A palavra usa-se mais para referir, coloquialmente, o dedo indicador. Aqui, porém, é a pessoa que faz pela vida.

 

[Texto 4503]

Helder Guégués às 16:58 | comentar | favorito
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