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Linguagista

Léxico: «glauca/carrondo»

Destinadas ao esquecimento

 

      «“A escassez”, repete, “determinava os pratos. Assim como o nossa vida”. “Pouca cama, pouco prato e muita sola de sapato”, sublinha Josefina, sempre sorridente. Diz que em Penha Garcia não havia guloseimas. “Não as havia a vender”, lembra. Comia-se as pétalas da flor de marmeleiro, a chamada glauca, assim como as pétalas das estevas e das xaras com pintas vermelhas (dizia-se que eram as chagas de Cristo; que as outras estavam amaldiçoadas), os carrondos e as “patinhas de égua”, as amoras das silvas e os pêros [sic] dos pereiros bravos que cresciam espontaneamente nos campos» («A vida de Josefina dentro de um livro de receitas», Luís Octávio Costa, «Fugas»/Público, 30.03.2019, p. 17).

 

[Texto 11 157]

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