Léxico: «gola/boquete/bracel-da-rocha»

Já temos o nosso boquete

 

      «Resultado de uma erupção submarina, tipo surtesiano [sic], que originou uma cratera de forma quase circular, com aproximadamente 150 m de diâmetro em comunicação com o mar através de uma pequena passagem designada por boquete, este ilhéu é actualmente constituído por duas porções distintas: o Ilhéu Pequenino, situado na costa Nordeste e o Ilhéu Grande, a maior estrutura emergente. O Ilhéu Grande [a pouco menos de um quilómetro de Vila Franca do Campo, antiga capital da ilha de São Miguel] é cortado por [seis] fendas – as golas, estruturas que na sua maioria, estabelecem comunicação profunda com a bacia e o mar exterior, sendo apenas visíveis as suas extremidades. Outra componente distintiva deste conjunto geológico de rara beleza é o Farilhão, um rochedo afastado 20 m do Ilhéu Grande com 32,5 m de altura, coroado por bracel-da-rocha (Festuca petrae)» («Ilhéu de Vila Franca do Campo», Sandra Toste. SIARAM, Açores).

      Ponham aqui os olhos e vejam o que estamos a perder, as palavras que nos roubaram. E agora já não serão apenas os Brasileiros que se deliciam com o boquete.

 

[Texto 11 037]

Helder Guégués às 10:49 | comentar | favorito
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