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Linguagista

Léxico: «guarda-mor»

Vagamente

 

      Soube-se agora que Fernão Lopes pode ter sido enterrado na igreja matriz do Alandroal. «Acaso levou o investigador João Torcato a reparar na inscrição existente à entrada da igreja matriz. Dois anos depois publica, com o historiador José d’Encarnação, os fundamentos da tese que parece resolver enigma histórico» («Lápide em igreja desvenda mistério sobre o cronista Fernão Lopes», Manuel Carlos Freire, Diário de Notícias, 26.01.2018, p. 31). «Agora, embora com as reservas naturais dos investigadores, este catedrático justifica a conclusão de os restos mortais do quarto guarda-mor da Torre do Tombo estarem na igreja de Nossa Senhora da Graça com o conjunto de factos que até aqui não tinham explicação.» Sobre guarda-mor, o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora diz-nos somente que é «1. chefe dos empregados subalternos de certos estabelecimentos públicos; 2. antigo fidalgo a quem competia a guarda do rei». Naturalmente, a aplicar-se seria a primeira acepção, mas, pelo menos no caso concreto dos guarda-mores da Torre do Tombo, não nos dá sequer uma luz sobre as atribuições de tal funcionário. Ora, sabe-se que no caso da Torre do Tombo, guarda-mor é uma espécie de arquivista e notário. Aliás, a função começou por ser atribuída a um escrivão privativo. Uma coisa é certa: faltam acepções desta palavra nos nossos dicionários.

 

[Texto 8677]

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