Léxico: «haredi(s)»

Ignoramos os bons exemplos

 

      «Os judeus ultra-ortodoxos serão cerca de 12% da população de Israel, mas representarão cerca de 60% dos casos de doentes de covid-19 em Israel nos principais hospitais, indica a rádio norte-americana NPR. Israel tem 7030 casos do novo coronavírus e morreram até agora 36 pessoas. Há várias razões no modo de vida da comunidade haredi (ultra-ortodoxa) que explicam esta disparidade» («Israel tenta parar coronavírus em comunidades ultra-ortodoxas», Maria João Guimarães, Público, 4.04.2020, p. 20). Pois, mas em Espanha escrevem assim, adaptado ao castelhano: «Representan una décima parte de la población, pero concentran un tercio de los casos positivos de Covid-19 en Israel. Los ultraortodoxos o jaredíes (temerosos de Dios) están ahora en el centro de la diana de las autoridades sanitarias, que hasta ayer habían contenido el alcance de la pandemia en poco más de 7.000 infectados y 40 fallecidos» («Israel clausura una ciudad ultraortodoxa por el virus», Juan Carlos Sanz, El País, 4.04.2020, p. 4). E se fossem os Espanhóis a escrever português? Simples: «O crescimento parlamentar dos partidos ultrarreligiosos reflete o crescimento exponencial de suas comunidades, com uma média de meia dezena de filhos por família. Atualmente, os haredis representam 11% da população. As projeções demográficas indicam que seu peso demográfico pode triplicar dentro de três décadas» («A rebelião dos laicos castiga a grande direita de Israel», Juan Carlos Sanz, El País Brasil, 19.09.2019, 22h46).

 

 [Texto 13 101]

Helder Guégués às 08:30 | comentar | favorito