Léxico: «júlio-claudiano | júlio | claudiano»
Ou tudo ou nada
«Acresce que alguns destes relatos foram escritos muito tempo depois dos factos – Tácito tinha 12 anos quando Nero, o último imperador júlio-claudiano, faleceu e Suetónio nasceu um ano depois – e outros foram feitos para agradar ao novo imperador, cuja ascensão seria tanto mais legitimada quanto mais denegrida fosse a actuação do seu antecessor» («Ascensão e queda da dinastia romana: pão, circo, veneno e punhaladas nas costas», José Carlos Fernandes, Observador, 14.07.2017, 19h16).
Não me surpreende nada que os dicionários não registem o vocábulo júlio-claudiano, mas já me parece anómalo que a Porto Editora não acolha pelo menos júlio e claudiano. São secções inteiras de História que ficam assim ocultas. (É curioso comprovar como de Nero dispomos de três adjectivos, neroniano, nerónico, nerónio, todos registados no dicionário da Porto Editora.)
[Texto 16 780]