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Linguagista

Léxico: «kippa | quipá»

Não compreendo esta obstinação

 

      O mérito do jornal Público na luta persistente contra a maldição do Acordo Ortográfico de 1990 é inegável. Por mim, o prémio que lhe concedo é a minha assinatura permanente há anos. Com este ponto assente, devemos afirmar, por outro lado, que é quase tão infestado por erros e idiossincrasias atoleimadas como outros. Uma delas é, por exemplo, é usarem o termo estrangeiro cannabis — isto quando a generalidade da imprensa portuguesa usa o termo canábis. E por estes dias, a propósito da prevenção contra casos de anti-semitismo na Alemanha, o uso do vocábulo kippa quando quase os restantes meios optam, e muito bem, por quipá. Isto não acaba por ser uma no cravo, outra na ferradura? Porque não preferem as palavras portuguesas, caramba?

      «O Governo alemão prometeu adoptar medidas para garantir a segurança de judeus que usem a kippa (solidéu) em público, depois da admissão extraordinária do comissário para o combate ao anti-semitismo, Felix Klein, que armou no sábado que “não podia recomendar a judeus que usassem a kippa sempre e em todo o lado”» («Alemanha debate a segurança dos judeus que usam kippa em público», Maria João Guimarães, Público, 28.05.2019, p. 30).

 

[Texto 11 435]

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