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Linguagista

Léxico: «lampreia-do-nabão | paul»

Melhorar sempre

 

      Os rios portugueses acolhem sessenta e duas espécies de peixes, aprendi no sábado, num episódio da Biosfera, na RTP2, que era sobre peixes de Portugal. Uma das espécies referidas foi a lampreia-do-nabão (Lampetra auremensis), que não encontramos nos dicionários. Pudemos acompanhar alguns investigadores no paul das Caniceiras, na várzea de Loures, que procuravam espécimes da boga-de-boca-arqueada-de-lisboa. Não deixei de ficar abismado com a definição de paul, muito mais rica em informação do que a dos dicionários. Mas fica aqui esta, ainda mais completa: «Um paul é uma área de terreno localizada, em geral, na parte inferior da bacia hidrográfica de um rio, inundada por este e que se mantém durante todo o ano ou parte deste (embora a maior parte) com água suficiente para proporcionar condições ecológicas distintas e características, favoráveis à existência de uma flora e fauna selvagem próprias» (Carlos M. L. Baeta Neves [1916–1992], «Da evolução histórica das “zonas húmidas” e do seu interesse actual – os pauis», in Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa, série 99, n.os 7-12. Lisboa: Sociedade de Geografia de Lisboa, 1981, pp. 227-48).

 

[Texto 15 268]

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