Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Linguagista

Léxico: «lança-granadas-foguete»

Eles é que (desta vez) sabem

 

      Ora vejamos: «Os lança-granadas foguete furtados na base de Tancos “provavelmente não poderão ser utlizados [sic] com eficácia”, revela o Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), Pina Monteiro» («Algum material de guerra furtado em Tancos “provavelmente não poderá ser utilizado com eficácia”», Rádio Renascença, 11.07.2017, 20h07).

      Não pode escrever-se assim. Será antes lança-granadas-foguete, por vezes referido pela sigla LGF. E um lança-granadas-foguete não é o mesmo que uma bazuca? Parece que sim: «Os lança-granadas-foguete (vulgo bazuca), de que existiam modelos de 6 cm e de 8,9 cm, foram extensivamente empregues [sic], mau-grado só disporem de munições anticarros (Heat), consequentemente de pouca eficácia antipessoal, o que era compensado pelo forte efeito neutralizante da sua potente granada» (Guerra Colonial, Aniceto Afonso e Carlos de Matos Gomes. Lisboa: Editorial Notícias, 2000, p. 362). Mais uma coisinha: não é Estado-Maior-General, com hífenes, portanto, que se escreve? O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, que não regista lança-granadas-foguete, grafa-o de forma diferente na lista de siglas e abreviaturas: «Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas». Na Internet, porém, encontramos a página do Estado-Maior-General das Forças Armadas, que é precisamente a forma como eu grafo esta palavra composta.

 

[Texto 8008]

2 comentários

Comentar post