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Linguagista

Léxico: «lido»

Façam-no agora

 

 

      «Os geógrafos chamam-lhe lido, os biólogos falam em sapal. Em rigor científico, a ria Formosa não é “ria”. E o diálogo azul e branco entre o oceano e os areais não é só um atrativo balnear. Sabia que, debruçados nas muralhas de Cacela Velha (Vila Real de Santo António), Eugénio de Andrade e Sophia de Mello Breyner Andresen encontraram na ria Formosa uma fonte de inspiração para a poesia? Mas não foram os primeiros a versar sobre as lagunas: tudo terá começado no século X, com o rei e poeta árabe Ibn Darraj al-Qastalli» («‘Snorkeling’: a vida marinha à distância de um mergulho», Duarte Baltazar,  Diário de Notícias, 19.08.2014, p. 38).

    Não está em todos os dicionários, mas o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora regista-o: «tipo de costa baixa, de emersão, de praias com lagunas isoladas do mar por cordões de areia que a sedimentação vai aumentando». (Mas aquele «versar» não será antes «versejar»?)

 

[Texto 4961] 

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