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Linguagista

Léxico: «Lourencinha»

Começar por algum lado

 

      «Esta é uma riqueza agrícola, económica, ambiental, paisagística e gastronómica que temos de agradecer à natureza e a um sem-número de gerações de agricultores. Ligeiro problema: se quisermos provar, individualmente, uma das variedades de amêndoas mencionadas — uma que seja — vamos ter de descobrir um agricultor de idade avançada que, com paciência de santo, parta muita casca de amêndoa para, por exemplo, chegarmos a 100 gramas de Lourencinha (a variedade mais rica em termos de gordura)» («Uma arca de Noé guarda a impressionante colecção de amêndoa do Algarve», Edgardo Pacheco, «Fugas»/Público, 16.04.2022, p. 2).

      Há imensas variedades, mas por alguma temos de começar: dicionarize-se esta. E agora, dentro do mais puro espírito cristão, digo a Edgardo Pacheco: não escreva «mais rica em termos de gordura». É muito mais simples do que isso: «mais rica em gordura». Parece magia, não é?

 

[Texto 16 241]

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