Léxico: «marcor»

É uma forma de neologia

 

      «“Foi na prova Marcor, corrida intervalada com marcha. É um exercício com exigência a nível muscular. Os formandos foram assistidos no local, depois de uma avaliação, foi decidido transportá-los para o hospital, onde permanecem. Dois instruendos estão nos Cuidados Intensivos, um com rabdomiólise (síndrome grave causada por lesão muscular) com disfunção renal, outro com um pneumotórax. Os restantes recuperam de lesões traumáticas ligeiras”, referiu fonte oficial do Exército, adiantando que as lesões ocorreram na prova, em Alcochete, no dia 29 de setembro» («PJ Militar investiga abusos nos Comandos», Henrique Machado, Sara G. Carrilho e Magali Pinto, Correio da Manhã, 9.10.2015, p. 15).

      Isso é termo da gíria militar, não precisamos escrevê-lo como eles o fazem, não é? Quando muito, «marcor». É a amálgama de marcha + corrida. Mas há quem saiba: «Era o galho, que se ao saltarmos não fechássemos os pés havia tomatada no poste de certeza. Era aquela malfadada “marcor” (marcha-corrida) até à Ericeira e voltar a Mafra, com G3, barra de ferro, com não sei já quantos quilos, às costas» (Mato e Morro, João Fernandes. Lisboa: Prefácio, 2007, p. 50).

 

[Texto 6308]

Helder Guégués às 11:41 | comentar | favorito
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